O cilindro é a peça mais pequena da sua porta e, quase sempre, a mais fraca. Uma porta blindada com um cilindro de dez euros continua a ser uma porta insegura — e é uma combinação que encontramos com frequência no Algarve.
Os três ataques que interessam
Bumping
Uma chave modificada e uma pancada seca. Abre cilindros comuns em segundos, sem deixar sinais visíveis — o que também complica a participação ao seguro. Um cilindro certificado anti-bumping tem pinos de perfil especial que anulam a técnica.
Furo
Um berbequim destrói a linha de pinos em menos de um minuto. A proteção são inserções de aço temperado ou carboneto dentro do corpo do cilindro, que estragam a broca antes de esta chegar ao mecanismo.
Extração
É o método mais usado em assaltos a habitações: agarrar o cilindro e arrancá-lo com força. Os cilindros anti-extração têm uma zona de rutura controlada — partem numa linha pré-definida e deixam o mecanismo interior intacto e trancado.
Nível certo para cada porta
Apartamento em andar alto: cilindro de segurança standard. Rés-do-chão, moradia ou alojamento local: cilindro certificado com as três proteções. Porta blindada: cilindro certificado obrigatoriamente acompanhado de escudo de proteção.
A medida é tão importante como a marca
Um cilindro que sobressai mais de três milímetros da roseta é um convite à extração — dá pega à ferramenta. A medida tem de ser tirada à porta, não estimada. É por isso que medimos sempre antes de instalar.
Vale a pena o escudo de proteção?
Quase sempre, sim. É a peça metálica que envolve o cilindro e impede que seja agarrado. Custa uma fração do cilindro e, em portas de rés-do-chão, é provavelmente o euro melhor investido em toda a porta.
E as chaves de cópia protegida?
Vêm com um cartão de propriedade e só podem ser duplicadas mediante apresentação desse cartão. Faz sentido para alojamento local, escritórios e condomínios — onde saber exatamente quantas chaves existem em circulação é metade da segurança.


